ESTUDANTE COM TEA: SINGULARIDADE NÃO COMPREENDIDA NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

Karina Albuquerque Barreto, Fabiana Batista Yaedu, Andrea Soares Wuo

Resumo


Esse artigo tem como objetivo suscitar o relato de experiência originado no Centro Especializado em Reabilitação (CER) II no estado de Santa Catarina, a respeito de uma criança com autismo que não teve sua diversidade compreendida. E, ainda, busca-se, à luz das políticas educacionais direcionadas aos estudantes com TEA, relacionar as obrigações descumpridas e/ou negligenciadas no referido relato, prejudicando o estudante autista na perspectiva da dignidade humana. O relato de experiência sobrevém da necessidade de se relacionar as práticas escolares com as leis de educação inclusiva a fim de proporcionar uma maior familiaridade com o tema enfrentado e por almejar conhecer um fenômeno tão substancial que é a educação inclusiva às pessoas com TEA. Em termos de relato, a experiência evidencia o liame entre psicologia, habilitação/reabilitação e educação especial, tendo como pano de fundo o CER II e as demandas familiares a respeito da inclusão dos seus filhos com deficiências na rede regular de ensino, fundamentada na PNEEPEI. E para complementar, segundo a PNEEPEI, “evidencia-se o paradoxo inclusão/exclusão quando os sistemas de ensino universalizam o acesso, mas continuam excluindo indivíduos e grupos considerados fora dos padrões homogeneizadores da escola” (BRASIL, 2008, p. 01). Portanto, os argumentos conclusivos se direcionam ao fato de que respeitar a dignidade das pessoas com deficiência, especialmente estudantes com TEA, é compreender a dignidade enquanto respeito as suas singularidades.

Palavras-chave


Transtorno do Espectro Autista. Educação Inclusiva. Atendimento Educacional Especializado.

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