AS NECESSIDADES DAS PROFESSORAS NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: MEDIAÇÃO DA APRENDIZAGEM, NEUROEDUCAÇÃO E AUTORREGULAÇÃO NO TRABALHO COM ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL E TEA

‎Izabel Cristina ‎Feijó de Andrade

Resumo


Este artigo tem como propósito analisar as necessidades das professoras que atuam com crianças com Deficiência Intelectual, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outros transtornos de aprendizagem, considerando os desafios enfrentados no cotidiano escolar e as demandas formativas que emergem do contexto da educação inclusiva. Para tanto, buscou-se identificar e compreender tais necessidades a partir de dados empíricos de uma pesquisa aplicada com professoras da educação básica, que atuam em salas regulares e no Atendimento Educacional Especializado (AEE) da rede pública de ensino. Dessa forma, apresenta-se uma discussão fundamentada nos pressupostos da Teoria da Modificabilidade Cognitiva Estrutural e da Experiência de Aprendizagem Mediada, de Feuerstein, nas contribuições de Vygotsky (2001) acerca da mediação e do desenvolvimento, bem como nos aportes da neuroeducação e da autorregulação da aprendizagem. A metodologia adotada caracteriza-se como pesquisa de abordagem qualitativa e quantitativa, com análise dos dados obtidos por meio de questionários estruturados. As análises evidenciam lacunas significativas na formação inicial e continuada das professoras, especialmente no que se refere à mediação pedagógica, à compreensão dos processos cognitivos e à aplicação de estratégias eficazes para o ensino inclusivo. Os resultados indicam ainda dificuldades relacionadas à autorregulação dos alunos, à adaptação pedagógica sem empobrecimento curricular e à ausência de suporte institucional consistente, fatores que contribuem para sentimentos de insegurança e sobrecarga docente. Conclui-se que investir em programas de formação docente fundamentados na mediação da aprendizagem, na neuroeducação e na autorregulação constitui condição essencial para o fortalecimento da prática pedagógica e para a efetivação de uma educação inclusiva equitativa e significativa.


Palavras-chave


Educação inclusiva; Mediação da aprendizagem; Formação docente.

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