RESIDÊNCIA PEDAGÓGICA: A IMPORTÂNCIA DA PRECEPTORA NO PROCESSO DE APRENDIZADO DOS RESIDENTES

Izadora Domingues, Patrícia Coelho de Macedo, Renata Nunes

Resumo


O presente artigo tem como intuito analisar por meio de pesquisa, vivências e fundamentação teórica a importância da preceptora no processo de aprendizagem dos residentes do Programa Residência Pedagógica em busca de perceber a relevância da preceptora diante do programa. O artigo traz as vivências em sala de aula, proporcionadas pelo programa Residência pedagógica, e as importantes reflexões e contribuições da preceptora para a formação da nossa identidade pedagógica. Os relatos apresentados são parte das vivências e mostram o que foi possível perceber durante esse processo. Reitera-se, assim, que o PRP, tanto na escola como no USJ exigiu acompanhamento, supervisão dos estudos e das reflexões de trabalho docente, que ultrapassaram a equivocada acepção de trabalho docente restrita ao ato de dar aulas. E, consideramos pertinente a perspectiva de Tardif (2002) quando aponta que os saberes docentes adquiridos na formação continuada e incorporados à prática dos profissionais “se transformam em saberes destinados à formação científica ou erudita dos professores [à medida que se transforma] em prática científica, em tecnologia da aprendizagem” (TARDIF, 2011, p. 37). Então consideramos que a Residência Pedagógica como um processo de formação em tempo real na concretude da educação básica, se configura como um grande desafio a ser materializado, na atualidade, na prática dos educadores, dos gestores e dos legisladores brasileiros a fim de regulamentarem-na como obrigatória.

Palavras-chave


formação. Preceptora. Residência Pedagógica.

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