CRIANÇAS, INFÂNCIAS E EDUCAÇÃO NO BRASIL: REFLEXÕES SOB O OLHAR DECOLONIAL

‎Vitor Hugo ‎ Mendes, Izabel Cristina Feijó de Andrade

Resumo


Este artigo tem como objetivo analisar Educação Infantil brasileira, à luz da crítica à colonialidade, buscando compreender como a perspectiva decolonial pode fundamentar práticas pedagógicas orientadas pela desobediência epistêmica. A pesquisa adota abordagem qualitativa, de natureza analítico-crítica e exploratória, sustentada por revisão bibliográfica sistematizada, análise documental e leitura interpretativa de produções recentes sobre Educação Infantil e decolonialidade, localizadas em bases de dados como SciELO, CAPES, Scopus e repositórios acadêmicos. O referencial teórico articula autores do pensamento decolonial, como Quijano, Mignolo, Dussel, Walsh e Mendes, com estudos sobre infância, cultura infantil, brincar, currículo e formação docente. Os resultados indicam que a colonialidade permanece presente na Educação Infantil por meio da padronização curricular, da escolarização precoce, da centralidade adulta, da contenção dos corpos e da desvalorização das experiências infantis. As pesquisas analisadas apontam que práticas pedagógicas decoloniais precisam reconhecer crianças como sujeitos do conhecimento, produtoras de saberes, linguagens e culturas. Conclui-se que a Educação Infantil pode constituir-se como território de resistência, criação e reinvenção pedagógica, desde que valorize o brincar, a escuta, os territórios, as culturas infantis e a formação docente crítica, comprometida com justiça social e dignidade das infâncias.


Palavras-chave


Educação Infantil; Decolonialidade; Infâncias.

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