FORMAÇÃO DE ENGENHEIROS PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: CONTRIBUIÇÕES DA AMBIENTALIZAÇÃO CURRICULAR NA SOCIEDADE 5.0

Elias Sebastão ‎ de Andrade‎

Resumo


Este artigo tem o propósito de analisar a formação inicial de engenheiros a partir da perspectiva da ambientalização curricular orientada ao desenvolvimento sustentável. Para tanto, foi necessário identificar os desafios contemporâneos da formação em engenharia, compreender a relação entre sociedade 5.0, sustentabilidade e educação superior, bem como analisar diretrizes estratégicas capazes de contribuir para a inserção da sustentabilidade na formação profissional. Dessa forma, apresentamos uma discussão fundamentada nos conceitos de sociedade 5.0, ambientalização curricular e gestão do conhecimento, compreendidos como elementos estruturantes para a transformação da formação em engenharia no século XXI. Essa discussão teve como base os estudos de Morin (2015), Riva (2018), Botelho, Cunha e Macedo (2011) e Creswell (2010), os quais discutem a complexidade do conhecimento, a sustentabilidade no ensino superior e os procedimentos metodológicos para pesquisas científicas. A metodologia adotada foi a pesquisa qualitativa e quantitativa, com abordagem transmétodo, incluindo revisão integrativa e narrativa de literatura, entrevistas com docentes e coordenadores de cursos, além de questionários aplicados a acadêmicos e representantes de empresas do estado de Santa Catarina. As análises de dados permitem considerar que a inserção da sustentabilidade na formação de engenheiros exige mudanças curriculares, visão sistêmica e integração entre conhecimento técnico, social e ambiental, sendo a ambientalização curricular uma estratégia fundamental para promover a formação de profissionais capazes de enfrentar os desafios socioambientais contemporâneos.


Palavras-chave


Sustentabilidade; Engenharia; Currículo.

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Referências


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