FORMAÇÃO DOCENTE PARA A ALFABETIZAÇÃO INCLUSIVA: UMA ANÁLISE DAS DIFICULDADES E NECESSIDADES DE PROFESSORAS A PARTIR DE 8839 PARTICIPANTES

‎Izabel Cristina ‎Feijó de Andrade

Resumo


Este artigo tem o propósito de analisar as reais necessidades formativas de professoras que atuam na alfabetização de crianças com Deficiência Intelectual, Transtorno do Espectro Autista e outros transtornos do desenvolvimento, a partir de dados coletados em larga escala durante a Jornada da Nova Era da Alfabetização Inclusiva. Para tanto, foi necessário identificar as principais dificuldades enfrentadas no processo de alfabetização, mapear os tipos de neurodivergências que geram maior insegurança docente, compreender as expectativas formativas das participantes, analisar as dificuldades pedagógicas relatadas e interpretar os casos reais descritos pelas professoras. Dessa forma, apresentamos a alfabetização inclusiva como um processo que exige mediação cognitiva, organização do pensamento e construção de significado, considerando as especificidades do desenvolvimento humano. Essa discussão teve como base os estudos de Feuerstein, Vygotsky e autores da educação inclusiva e da modificabilidade cognitiva. A metodologia adotada foi a pesquisa qualitativa e quantitativa, com aplicação de questionário estruturado a 8839 participantes de um evento formativo online. As análises de dados podemos considerar que as professoras enfrentam dificuldades significativas relacionadas à ausência de formação prática e metodológica, especialmente no que se refere ao como ensinar, evidenciando a necessidade de propostas formativas baseadas em estratégias mediadas, estruturadas e aplicáveis, capazes de promover avanços reais na aprendizagem de crianças neurodivergentes.


Palavras-chave


alfabetização inclusiva; mediação cognitiva; formação docente.

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Referências


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