AS DORES INVISÍVEIS DA MATERNIDADE ATÍPICA: EXPERIÊNCIAS, SOBRECARGA EMOCIONAL E RESULTADOS DE UMA PESQUISA COM MÃES NEURODIVERGENTES NO BRASIL

‎Izabel Cristina ‎Feijó de Andrade, Annabel Cristini Feijó Peres

Resumo


Este artigo tem o propósito de analisar as dores emocionais, sociais e familiares vivenciadas por mães neurodivergentes e mães de crianças neuroatípicas, articulando evidências empíricas e teóricas sobre sobrecarga, exaustão, ausência de apoio e os impactos do diagnóstico na vida materna. Para tanto, investigamos: (1) como essas mães descrevem suas dores; (2) quais são os principais desafios diários; (3) quais fatores sociais ampliam o sofrimento; e (4) como essas vivências dialogam com pesquisas já existentes. A pesquisa ocorreu com 77 mães, por meio de questionários qualitativos e quantitativos. A fundamentação teórica apoia-se em estudos sobre maternidade atípica, autoestima e sobrecarga, como Kintope & Borges (2020) , Vale et al. (2025) e Bezerra (2024) , além dos dados contemporâneos das respostas maternas coletadas. As análises revelam quatro eixos centrais de sofrimento: exaustão crônica, ausência de rede de apoio (88,3%), dificuldades de orientação escolar (92,2%) e medo intenso do futuro e da autonomia dos filhos. Os resultados apontam para a necessidade urgente de políticas públicas, fortalecimento comunitário e formação especializada de profissionais.

Palavras-chave


maternidade atípica; neurodiversidade; sobrecarga materna.

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