QUESTÕES EPISTEMOLÓGICAS: A CIÊNCIA FEITA E A CIÊNCIA QUE SE FAZ

‎Marina Patrício de ‎Arruda, Izabel Cristina Feijó de Andrade

Resumo


As contribuições de Bruno Latour permitem-nos dialogar com duas noções fundamentais para a consolidação histórica da ciência; a ciência feita e a ciência que se faz. A primeira diz respeito à fórmula pronta e acabada herdada do pensamento cartesiano, a segunda nos leva a pensar na dinâmica desencadeada pela “ciência em ato”, esta cada vez mais tensionada pelas demandas sociais emergentes. Considerando a importância desta reflexão, esse artigo tem por objetivo problematizar essas noções considerando que nossa concepção acerca da ciência tem a ver com a dinâmica histórica dos paradigmas científicos. Neste sentido, reconhecendo as diferenças fundamentais entre o racionalismo clássico e o racionalismo atual, vislumbramos não uma intransponível oposição mas uma complementaridade entre duas formas de se perceber o mundo: a verdade absoluta e a dúvida radical.


Palavras-chave


história da ciência – ciência feita – ciência que se faz - transição paradigmática – verdade absoluta- dúvida radical.

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